terça-feira, 15 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
Correm risco de extinção o ar puro, a praia limpa, o cinema feito de emoção e idéias, as estrelas vistas a olho nu, o beijo por razão nenhuma, os amigos de infância, os Rolling Stones, o prazer de estar na estrada,os restaurantes que servem comida feita na hora e o picolé de abacaxi, que não encontro em lugar algum. Ficaram na saudade as cartas escritas à mão, os cursos de datilografia, as mulheres difíceis, o papo inteligente e os livros que você emprestou.E não ligue a televisão para ver programa de auditório no domingo, se quiser que seu estômago e seu cérebro não entrem na lista. (...) Se a poesia, ao menos, escapar do abate, nem tudo está perdido.
Martha Medeiros
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Tenho me acostumado a receber, eu que sempre dei até o que não tinha. E você me proporciona a vivência de um entusiasmo sem culpa. Antes eu achava que não era delicado estar tão feliz enquanto alguns sofriam. E por estas e tantas, tenho vontade de presentear você compartilhando um lado meu que talvez eu ainda não conheça, mas que você, com sua amorosidade, vem me ajudando a conhecer me dizendo com delicadeza detalhes sobre mim que eu nunca havia percebido. Gosto tanto da beleza que você me deu! Gosto do seu olhar atencioso e da sua maneira prática de me ajudar respeitando afetuosamente o meu tempo de resolver as coisas. Porque gasto muito tempo só sentindo, observando, contemplando, percebendo, mergulhando, vindo à tona e entregando as coisas pro Universo... Por isso, eu te peço: não tenha medo, eu não fujo do que é bom, eu aceito e agradeço.
Marla de Queiroz
domingo, 2 de outubro de 2011
Não passam as dores, também não passam as alegrias. Tudo o que nos fez feliz ou infeliz serve pra montar o quebra-cabeça da nossa vida, um quebra-cabeça de cem mil peças. Aquela noite que você não conseguiu parar de chorar, aquele dia que você ficou caminhando sem saber para onde ir, aquele beijo cinematográfico que você recebeu, aquela visita surpresa que ela lhe fez, o parto do seu filho, a bronca do seu pai, a demissão injusta, o acidente que lhe deixou cicatrizes, tudo isso vai, aos pouquinhos, formando quem você é. Não há nenhuma peça que não se encaixe. Todas são aproveitáveis. Como são muitas, você pode esquecer de algumas, e a isso chamamos de "passou". Não passou. Está lá dentro, meio perdida, mas quando você menos esperar, ela será necessária para você completar o jogo e se enxergar por inteiro.
Martha Medeiros
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