"Quando é que se decreta
É hoje que sou feliz
Quando é que se diz
Que se fez a descoberta
Quando é que se é indiscreta
E se põe os pingos nos is
Quando é que essa força motriz
Finalmente liberta
Quando é que a dor não aperta
E se deixa de ouvir Elis
Quando é que os sonhos juvenis
De outro modo se interpreta."
Martha Medeiros
domingo, 28 de agosto de 2011
sábado, 27 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
"- Por que você toma tanto calmante? perguntou ele sorrindo.
- Ah, disse ela com simplicidade, é assim: vamos dizer que uma pessoa estivesse gritando e então outra pessoa punha um travesseiro na boca da outra para não se ouvir o grito. Pois quando tomo calmante, eu não ouço meu grito, sei que estou gritando mas não ouço, é assim, disse ela ajeitando a saia."
Clarice Lispector
terça-feira, 16 de agosto de 2011
De repente, estou só. (...) De repente.
Com a mesma intensidade estou em mim.
Dentro de mim e ao mesmo tempo de outras coisas, numa seqüência infinita que poderia me fazer sentir grão de areia. Mas estar dentro de mim é muito vasto.
Minhas paredes se dissolvem. Não as vejo mais...
Itinerário - Caio F. Abreu: Inventário do ir-remediável
sábado, 13 de agosto de 2011
Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta.De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia.Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir - nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.
Clarice Lispector
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