'...durmo, certo de que ainda há muitas histórias para serem lidas,
para serem escritas, para serem lembradas.
Até para serem vividas, quem sabe?'
Caio F.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Que seja doce o dia quando eu abrir as janelas e me lembrar de você.Que sejam doces os finais de tardes, inclusive os de segunda-feira - quando começa a contagem regressiva para o final de semana chegar.Que seja doce a espera pelas mensagens, ligações e e-mails bonitinhos.Que seja (mais do que) doce a voz ao falar no telefone.Que seja doce o seu cheiro.Que seja doce o seu jeito, seus olhares, seu receio.Que seja doce o seu modo de andar, de sentir, de demonstrar afeto.Que sejam doces suas expressões faciais, até o levantar de sobrancelha.Que seja doce a leveza que eu sentirei ao seu lado.Que seja doce a ausência do meu medo.Que seja doce o seu abraço.Que seja doce o modo como você irá segurar na minha mão.
Caio Fernando Abreu
'Mas quase nem doeu, meses seguintes. Pois veio a primavera e trouxe tantos roxos e amarelos para a copa dos jacarandás tantos reflexos azuis e prata e ouro na superfície das águas do rio, tanto movimento nas caras das pessoas com suas deliciosas histórias de vivas desimportâncias, e formas pelas nuvens — um dia, um anjo —, nas sombras do jardim pela tardinha — outro dia, duas borboletas (...) havia ainda as doçuras alheias (...) e golpes de fé irracional em algum milagre de science fiction, por vezes avisos mágicos nas minúsculas plumas coloridas caídas pelos cantos da casa. E principalmente, manhãs. Que já não eram de agosto, mas de setembro e depois outubro e assim por diante até o janeiro do novo ano que, em agosto, nem se atrevera a supor.
Estou forte, descobriu certo dia (...) Porque não morri, porque é verão e eu quero ver, rever, transver, milver tudo que não vi (...)'
CaiO F.
domingo, 3 de outubro de 2010
"Estás enganado. Há certas coisas que não se podem guardar. Por exemplo, não podes guardar a luz do luar, ou a brisa perfumada de um pomar de macieiras. Não podes guardar as estrelas dentro de uma caixa. No entanto podes colecionar estrelas. Escolhe uma quando a noite chegar. Será tua. Mas deixa-a guardada na noite. É ali o lugar dela."
José Eduardo Agualusa
sábado, 2 de outubro de 2010
Feche seus olhos, então focalize ambos os olhos bem no meio das duas sobrancelhas, como se você estivesse olhando lá com os seus dois olhos. Dê total atenção a isso.
No ponto certo, subitamente seus olhos ficarão fixos. E se a sua atenção estiver lá, você irá experienciar um estranho fenômeno: pela primeira vez você verá pensamentos passando diante de você; você se tornará uma testemunha. É como uma cena de um filme: pensamentos passando e você é uma testemunha.
Geralmente você não é a testemunha, você fica identificado com pensamentos. Se a raiva está lá, você fica raivoso. Se um pensamento lhe move, você não é a testemunha; você se torna um com o pensamento, identificado, e você se move junto com ele. Você se torna o pensamento; você toma a forma do pensamento.
Quando sexo aparece, você se torna sexual, quando aparece a raiva, você fica raivoso, quando a ambição aparece, você se torna ambicioso. Qualquer pensamento que se mova se torna identificado com você; não há nenhum intervalo entre você e o pensamento.
Mas focalizado no terceiro olho, subitamente você se torna a testemunha. Através do terceiro olho você pode ver os pensamentos passando como nuvens no céu ou como pessoas transitando pelas ruas.
Osho, em "The Book of Secrets"
Blog Palavras de Osho
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
"(...)A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa. Ser feliz por nada talvez seja isso.''
Martha Medeiros
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